sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Marcas Profundas Parte 1

 Marcas Profundas 
                                                    Parte 1
                                                                       

       "...E Morgoth mandava seus espiões para o mudo, e eles se apesentavam sob formas falsas, e a trapaça estava em sua fala.prometeram recompensas mentirosas,e com palavas astuciosas, procuravam despertar o medo e a inveja entre os povos,acusando seus reis e chefes de ganancia e de traição uns para com os outros. E,em virtude da maldição do Fratricídio de Aqualondê,as pessoa com frequência acreditavam nessas mentiras."  O Silmarillion - J.R.R.Tolkien 

       Maldição do Fratricídio de Aqualondê

       Muitos pensam em maldição como algo cheio de miticismo e superstição. Algo magico e insondável, um sortilégio, algo imposto e insuperável.
       Pensando com Tolkien, nesta historia, vemos a maldição como algo muito mais palpável, não o fruto de uma imposição magica, mas o fruto das escolhas de um povo e seu líder. O Noldor, inflamados pelas palavras de seu líder escolheram matar seus irmãos à parar sua rota de vingança. Escolheram assim também a consequências e marcas inerentes aos seus atos.


       Cada vez que escolhemos a vingança ao invés do perdão, o ódio ao amor, o orgulho ao arrependimento, como fizeram os Noldor, escolhemos as marcas profundas, escolhemos maldição. Não um sortilégio magico, mas consequências reais e palpáveis. E quão palpáveis são as maldições trazidas pelas escolha do pecado. Pecado que traz sempre consigo a morte e deixa por onde passa um rastro de destruição.

Marcas Profundas Parte 2

Marcas Profundas
                                             Parte 2
                                                                        

           "...E Morgoth mandou seus espiões para o mundo, e eles se apresentaram sob formas falsas, a trapaça estava em sua fala. Prometeram recompensas mentirosas, e com palavras astuciosas, procuravam despertar o medo e a inveja entre os povos, acusando seu reis e chefes de ganância e de traição uns para com o outros. E, em virtude da maldição do fratricídio de Alqualondê, as pessoas com frequência acreditavam nessas mentiras."  O Silmarillion J.R.R.Tolkien



          Neste trecho  vemos como o mal se utiliza das marcas deixadas pelo Fratricídio de Aqualondê para aumentar os estragos e expandir seus domínios. A maldição do Fratricídio levava as pessoa a acreditarem nas mentiras, falsidades e trapaças de Morgoth. O assassínio de irmãos por irmãos por causa de barcos. Não vou contar todas as circunstâncias em que isso aconteceu, vale muito a pena ler o livro todo, mas os Noldor assassinaram seus irmãos Teleri para tomar seus bacos e prosseguirem seu caminho para a Terra Media em busca de vingança. Esse ato marca profundamente a vida dos elfos na Terra Media a ponto de torna-los presas fáceis para o domínio do mal, e tais marcas continuaram a fazer estragos por varias gerações e atingiram outros povos da Terra Media.

         Quando magoamos ou machucamos alguém causamos marcas profundas nas pessoas, mas os mais marcados somos nos mesmos. E a consequências e espalham em cadeia tornando-nos presas fáceis para mentiras e falsidades. 
         No caso desta historia, o massacre dos Teleri foi terrível e suas consequências ainda mais terríveis agravadas pelo rancor e pela falta de perdão. Os Noldor em sua impetuosidade abriram caminho e facilitaram a passagem para o mal que intentaram combater. Como apagar tais marcas.
        Não podemos apagar o que já foi feito ou fugir de nosso pecado. Contudo, podemos quebrar a maldição ou evitar que se espalhe com apenas uma palavra; perdão. Não é a toa que Jesus nos ensina o perdão com tanto enfase. Através do perdão refazemos laços e fechamos o caminho aberto para o mal e a tentação ouvimos com amor e não com rancor.
        E para as marcas que são profundas demais para entendermos aquilo que nunca poderíamos apagar sozinhos. Em especial para aquela marca causada por uma desobediência no principio da historia humana; com marcas espalhadas por todos os descendentes de Adão. Para essa marca, Jesus, o novo Adão, apaga com seu próprio sangue, restando a nós aceitar e viver essa salvação. Escolhendo e vivendo em Cristo a cada dia, esse Cristo que é amor e perdão.                                                   

A crucificação de Jesus: Mt 27;33-56

Por João Gabriel Guimarães de Almeida, Ana Clara Guimarães de Almeida  e Antonio Miguel Guimarães de Almeida


   Apos ser julgado pelos fariseus e ter falado com Pilatos, Jesus foi condenado a morte. A seguir os centuriões romanos chicoteiam Jesus e colocam uma coroa de espinhos em sua cabeça. Então Jesus é obrigado a carregar a própria cruz,porem Jesus, que já estava muito debilitado,caiu, e por causa disso, um cireneu chamado Simão, é obrigado a carregar a cruz de Jesus.
   Chegando ao lugar chamado Gólgota (significa Lugar da Caveira) deram à Jesus, vinho misturado com fel, um liquido amargo calmante e analgésico, ou seja, se Jesus tomasse, sentiria menos dor; porém Jesus não tomou, pois ele estava aguentando toda aquela dor por nós; e se fossemos nós, não poderíamos tomar fel.
A seguir o crucificaram, e repartiram as suas vestes. Curiosidade: os pregos de crucificação romanos, tinham as pontas quadradas, para causar mais dor. E Jesus os aguentou por nós.
Por cima de sua cabeça colocaram uma placa escrito:

                                                 "Iēsus Nazarēnus Rēx Iūdaeōrum"                                                          

que significa "Jesus Nazareno Rei dos Judeus". Estava escrito também em grego:

                                      "Ο Ιησούς από τη Ναζαρέτ Ο βασιλιάς των Εβραίων"

e em hebraico:

                                                      "ישו מנצרת מלך היהודים"

em Roma, na Santa Croce in Gerusalemme existe uma placa conhecida como Titulus Crucis, que acredita - se ser a placa colocada na cruz de Jesus:



Colocaram Jesus no meio de dois ladroes, e todos que passavam por Jesus meneavam a cabeça e zombavam de Jesus dizendo:

              "Salva-te a ti mesmo se és Filho de Deus, e desce da cruz!"Vs 40b)

              "Confiou em Deus; pois venha livra-lo agora, se, de fato, lhe quer bem;porque disse: Sou Filho de Deus"(Vs 43)

  Quando leio essa parte fico pensando o que aconteceria se Jesus resolve-se ensina-los e mostra-los o que "era bom pra tosse'; mas Jesus não fez isso, pois estava lá por amor, por nós; estava lá por amor até dos fariseus, que zombavam Dele, e que tramaram para que Jesus fosse morto.
Durante 3 horas, houve trevas sobre toda a terra, pois 3 dias seria o tempo que Jesus ficaria morto. Às 3 da tarde Jesus gritou:

                                                            "Eli, Eli, lamá sabactâni?"

  Que significa "Meu Deus, Meu Deus, por que me desamparaste?" Algumas pessoa acharam que Jesus estava chamando Elias, e por isso um homem pegou uma esponja, colocou-a na ponta de um caniço e a mergulhou em vinagre, e deu para Jesus beber. Jesus então, deu um grito e morreu. 
  Imediatamente, o véu que separava o lugar santo do lugar santíssimo se rasgou de alto à baixo, mostrando que, graças ao sacrifício de Jesus, nós poderíamos chegar livremente à Deus; a terra tremeu, fenderam-se a rochas, e muitos corpos de santos ressuscitaram, e após Jesus ressuscitar, saíram dos túmulos e entraram na cidade santa aparecendo a muitos; o centurião que guardava o corpo de Jesus, vendo o que ocorrera, ficou com muito medo, e disse:


                                              "Verdadeiramente, este era o Filho de Deus."

  Lendo e relembrando este acontecimento, temos a consciência de que Jesus morreu por nós, e sofreu tudo o que sofreu, para que nós tivéssemos a vida eterna; no antigo testamento, quando  o assirio Senaqueribe estava sitiando Jerusalém, Deus mandou somente um anjo, e ele matou em uma noite quase todo o exercito assirio; Jesus diz que tinha doze legiões de anjo a sua disposição (uma legião tem mais ou menos 3000 homens; nesse caso, anjos). Ou seja, Jesus poderia a qualquer momento dizer que aquele povo não dava, e que iria extermina - lo de uma vez; contudo  Jesus não fez isso; seu coração esta sempre tão cheio de amor por nós. Ele aguentou todo aquele sofrimento para que pudéssemos viver com ele, em alegria e paz.



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Jesus é preso: Mt 26:57-75

Por Maria Raphaelly Almeida


           Nessa passagem, Jesus é levado ao Sinédrio, diante de Caifás, o sumo sacerdote, e a Bíblia diz que: 

            "Os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio estavam procurando um depoimento falso contra Jesus, para que pudessem condená-Lo à morte. Mas nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas ." (v. 59-60)

           Os sacerdotes interrogam Jesus, como já haviam feito várias vezes antes, mas Jesus nada diz, a não ser, quando o sumo sacerdote pergunta se Jesus é o Filho de Deus:

             "Tu mesmo o disseste. Mas eu digo a todos vós: Chegará o dia em que vereis o Filho do homem assentado à direita do Todo Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu" (v 64)

           Ou seja, Jesus lhes explica que, se eles não entenderam após tantas explicações (algumas bem óbvias, como a parábola dos lavradores, em Mt 21:33-46), só entenderiam quando Ele voltasse.
          Pedro seguiu Jesus de longe, até o templo, e lá negou Jesus três vezes, quando interrogado por criadas e outras pessoas que lá estavam; Na primeira vez ele "apenas" diz que não o conhece; na segunda, ele jura; e na terceira vez ele até pragueja, e o galo canta. Em seguida, vemos na Bíblia que:

            "Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus tinha dito: 'Antes que o galo cante, você me negará três vezes'. E saindo dali chorou amargamente". (v 75)

           Pedro mentiu pois tinha medo de ser preso também (aliás, na grande maioria das vezes mentimos por medo, seja das consequências de algo que fizemos, de sermos castigados, de passar vergonha, etc).
           Nessa passagem há dois tipos de traição; a dos sacerdotes e a de Pedro. Ambos são avisados por Jesus, mas só Pedro entende. Ambos negam a Jesus, mas apenas Pedro se arrepende, e depois "segue em frente". Devemos ser como Pedro, e nunca perder a capacidade de arrependimento, mesmo que para isso precisemos "chorar amargamente".




            

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Jesus no Getsêmani: Mt 26:36-46

Por Maria Raphaelly Almeida


           Nessa passagem, Jesus estava muito angustiado, após a Última Ceia, então foi, com os discípulos, ao monte das Oliveiras, para orar. Jesus pede que Pedro, Tiago e João fiquem com ele, orando, mas eles dormem, mesmo após Jesus chamá-los por três vezes.
           Noto dois pontos principais nessa passagem:

         1  ) Mesmo estando sofrendo muito (no versículo 38, vemos: "Disse-lhes então: a minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo." ), Jesus faz a vontade do Pai.
            Jesus não estava com medo da dor; Ele sabia que sua provação duraria pouco tempo, se comparada com a eternidade em que viveria com o Pai; mas Jesus sabia que, mesmo com o seu sacrifício, muitos não creriam Nele; Ele sabia que apenas um dos seus discípulos estaria com Ele na crucificação, e sabia que um dos seus o trairia. Por essas razões, Ele estava com uma "tristeza mortal."
            Mas, mesmo nessa situação, Jesus ora, e diz: "Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a Tua vontade" (v. 42). Se Jesus, que é Deus, seguiu a vontade do Pai, quem somos nós para não fazê-lo! (mesmo que ás vezes seja muito difícil!)

           2 ) Jesus diz aos discípulos: "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." (v. 41)
              Devemos, sempre,  orar sem cessar, para não cair em tentação, e "dormir", como os discípulos fizeram.




terça-feira, 18 de agosto de 2015

A Ceia do Senhor: Mt 26:26-30

 Por João Gabriel Guimarães de Almeida


                 Após dizer aos discípulos que um deles o trairia, Jesus toma o pão, o abençoa, reparte e diz: 
                                 
                                             "Tomem,comam,isto é o meu corpo" (Vs 26b)

                 Ou seja,Jesus o pão da vida se entregou a nós.
                  A seguir, Jesus tomou o cálice,e, apos dar graças, deu aos discípulos e disse:
                                               
                                            "Bebam dele todos, pois isto é o meu sangue da nova e eterna Aliança,                                                        que é derramado por muitos para o perdão dos pecados" (Vs 28)

                 Aqui Jesus deixa claro que ele ia morrer e derramar cada gota do seu sangue; e ele faria isso por nós, por toda a humanidade, para que nossos pecados fossem perdoados; Jesus também mostra que aquela era a última e eterna aliança, não seria mais necessário esperar um ano inteiro para pedir perdão a Deus e ser perdoado; não seria mais necessário matar vários animais, e a seguir aspergir o sangue destes últimos no altar e nas pessoas. O sangue do cordeiro de Deus seria derramado por nós.
            Por último Jesus lhes diz que:
                                         
                                      "De agora em diante, não beberei deste fruto de videira,até o dia                                                          em que beberei com vocês o vinho novo no reino do meu pai" (Vs 29b)
                
               Ou seja, Jesus já nos promete que se nós cumprirmos a nova Aliança, iremos festejar com ele na "mesa de Aslam", " in the Welcome Table".



segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A Parábola dos Talentos: Mt 25:14-30

Por Maria Raphaelly G de Almeida


           Nessa parábola, Jesus diz que a Sua vinda será como um senhor, que, ao sair de viagem, deixa com seus servos talentos. Cinco para um, dois para outro e um para o último. A Bíblia diz que:

"O que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os, e ganhou mais cinco.
Também o que tinha dois talentos ganhou mais dois.
Mas o que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e escondeu o dinheiro do seu senhor."
(v, 16-18)

         Quando o senhor volta, diz aos dois primeiros servos:

‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor! ’
(v, 21)
           
        Ao servo que escondeu seu talento, porém, o senhor diz:
   
‘Servo mau e negligente! Você sabia que eu colho onde não plantei e junto onde não semeei?
Então você devia ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros.
" ‘Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez.
Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado.
E lancem fora o servo inútil, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes’ ".(v, 26-30)

           Pois é; essa parábola é um pouco assustadora! 
           Um talento, antigamente, chamado de "kikar" , equivalia a 60 minas, ou seja 3000 siclos, ou seja, cerca de 34 kg. Era uma medida usada para ouro e prata. Ou seja, nem o que possuia apenas um talento tinha pouco!
           Deus dá a cada um de nós talentos. Não podemos ser como o servo que escondeu seu talento, pensando que somos incapazes, reclamando de nossas capacidades, invejando quem possui mais. Temos que aplicar os talentos que nosso Senhor nos deu! E a Bíblia ainda diz:
   
"A um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a sua capacidade. Em seguida partiu de viagem." (v. 15)

         Portanto, vamos usar nossos talentos! 
         (Obs: Minha irmã Ana Clara fez uma pergunta muito interessante: "E se algum servo tivesse usado o talento para comprar algo para ele?" Seria um ato tão ruim quanto o servo que escondeu o seu talento! Temos de usar nossos talentos para fazer a vontade de Deus, e não a nossa: "Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens." - Colossenses 3:23 ).