quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Garrafa de Leyden



          História

               A garrafa (ou jarra) de Leyden foi o primeiro dispositivo capaz de armazenar cargas elétricas. Ela foi inventada em 04 de novembro de 1745 pelo cientista alemão Edwald von Kleist, que a descobriu por acidente; Enquanto fazia experiências com eletricidade, ele encostou seu gerador elétrico em um prego que estava ligado a um vidro de remédio pela tampa; quando tocou no prego, levou um grande choque, pois o prego e o vidro armazenaram temporariamente elétrons. Apesar de von Kleist ter sido o primeiro, o crédito pela invenção da garrafa de Leyden foi para Pieter van Musschenbroek, de Leyden, na Holanda, que em 1746 descobriu exatamente a mesma coisa, porém usando uma jarra de água com um pedaço de arame na tampa.
           A descoberta logo espalhou-se por toda a Europa, e foi muito usada em diversos experimentos, uma vez que armazenar eletricidade em garrafas é muito mais prático do que carregar geradores de eletricidade. Até mesmo Benjamin Franklin usou garrafas de Leyden, em seus experimentos com pipas de papel.


             Funcionamento
     
          A garrafa de Leyden é um tipo de capacitor, ou seja, um dispositivo que armazena cargas elétricas.




"A Herança" - Louisa May Alcott

Por Maria Raphaelly G. de Almeida e Ana Clara G. de Almeida.


        "A Herança" é o primeiro romance da autora norte-americana Louisa May Alcott (1832-1888), escrito em 1849, quando a autora tinha apenas 17 anos. Alcott nunca tentou publicar essa obra, que foi passando por seus herdeiros até que, em 1974, foi depositada na Universidade de Harvard, onde foi catalogada e arquivada, com pouquíssimas pessoas sabendo de sua existência. O manuscrito foi redescoberto em 1988, e publicado em 1997.
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        A história se passa na Inglaterra do século XIX, na "majestosa propriedade de lorde Hamilton, em parte castelo, em parte mansão." A viúva do proprietário, lady Hamilton, vivia com seus filhos Arthur e Amy, sua sobrinha lady Ida Clare, e Edith Adelon, a preceptora italiana de Amy, que, órfã, havia sido acolhida por lorde Hamilton quando criança. 
        A história gira em torno da visita de lorde Percy, um bondoso amigo de Arthur. Lady Ida, que, "embora tivesse muitos admiradores", era arrogante e desesperava-se com a rápida passagem dos anos, que não lhe traziam nenhum casamento, tentava incessantemente conquistá-lo; porém lorde Percy apaixonava-se cada vez mais pela gentil e abnegada Edith. Lady Ida, então, passou a tratá-la o mais cruelmente que pôde; isso, porém, apenas dava mais oportunidades para que Edith demonstrasse seu bom caráter. 
        Edith ajudava todos os doentes do lugar, tanto com o dinheiro que ganhava vendendo seus quadros, quanto com várias visitas. Em uma dessas visitas, a enferma Teresa suplica-lhe que proteja seu filho Louis, o qual trabalhava como pajem na casa de lady Hamilton. Edith promete que assim o faria, e secretamente passa a vigiar o garoto, que, envolvido com apostas, começa a furtar sua patroa. Em outra visita, Edith descobre sua verdadeira identidade: a filha do irmão mais velho do marido de lady Hamilton, e, portanto, a herdeira de toda a propriedade. A heroína, porém, queima os documentos que alegam sua herança , pois não queria que o amor de seus amigos se baseasse em sua posição. 
        O clímax da história ocorre quando lady Hamilton nota a falta de pequenas somas de dinheiro e algumas notas bancárias. Lady Ida vê nisso uma oportunidade de arruinar Edith; por isso, induz lady Hamilton a suspeitar dela, fazendo "uma pequena cruz no canto inferior", a marca de lady Hamilton, em notas que encontra na escrivaninha de Edith. Edith, calmente, se defende, e tristemente diz que não pode revelar quem é o ladrão. Lady Hamilton, indignada, dá-lhe um prazo para que mude de ideia, pois não poderia mais oferecer um lar "a alguém que acha que uma promessa feita para ocultar a culpa é mais importante do que a gratidão por tantos anos." Tudo parecia perdido, até que Louis, após a morte de sua mãe, confessa sua culpa, entrega lady Ida, e revela a verdadeira identidade de Edith, mostrando o testamento do lorde Hamilton mais velho, o qual pegara da mesa de Edith antes que ela o queimasse.
        Lady Ida, apesar de perdoada por Edith, continua a viver amargurada; os outros, porém, alegram-se com o novo membro da família, e o livro termina com o pedido de casamento de lorde Percy a Edith.
        Escrito com linguagem simples, "A Herança" já revela o estilo da autora, mostrando similaridades com suas obras posteriores, principalmente "Mulherzinhas", seu livro mais famoso, escrito dezenove anos depois (1868). Assim como nesse livro, Alcott usa mulheres como personagens principais, valoriza a abnegação, a gentileza e a dedicação, e coloca a arrogância e o orgulho, vistos principalmente em Lady Ida e lorde Arlington (um visitante que deseja casar-se com Edith apenas por sua beleza), como principais defeitos a serem evitados.
        
Louisa May Alcott aos 25 anos.


        


         

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

"Elsie Cassatt holding a big dog" - De Mary Cassatt

 Por João Gabriel Guimarães de Almeida 



 Mary Cassatt nasceu em Allegheny, Pensilvânia, EUA, em 22 de Maio de 1843, e morreu em Châteu de Beaufresne, Paris, França, em 14 de Junho de 1926.  Pintou principalmente de acordo com o impressionismo, embora algumas de suas obras tenham influencia realista. É conhecida por pintar principalmente mulheres e crianças, com ênfase particular na relação entre mãe e filhos. A pintura "Elsie Cassatt holding a big dog" foi pintada em 1880, e hoje pode ser encontrada numa coleção particular.



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Elsie Cassatt holding a big dog

 Pontos observados na obra:

 -Não sendo uma pintura realista, esta obra não detêm um centro de interesse totalmente especificado, com objetos, pessoas ou animais pintados apontando o dito centro. Porém logo que se vê a imagem, é possível ver que o rosto da menina é a parte principal da obra, devido a diferença de cor, o contraste do preto da roupa da menina com o claro do fundo e ainda com o claro do rosto, e até mesmo do cachorro.

 -A garota (Elsie Cassatt) está sentada em uma cadeira, da qual só vemos o contorno, indicando ainda mais que a garota, mais especificamente o rosto, é o centro de interesse da pintura.

-Enquanto Elsie olha para a sua esquerda, o cachorro olha para trás do observador do quadro.

-Elsie não apresenta um rosto nem triste nem feliz; diria que ela está com um daqueles sorrisos discretos que as pessoas geralmente fazem quando algo simples de que gostam acontece.

-Provavelmente Elsie acabou de sair com o cachorro, ou irá sair,e está frio fora de casa, devido a suas roupas (luvas, roupas escuras e compridas, touca)

-Quase todo o quadro é um pouco borrado, com exceção do rosto de Elsie, e do lado direito do rosto do cachorro.

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Mary Cassatt, Auto Retrato

"Os Patins de Prata" - Mary Mapes Dodge

 

             Por João Gabriel Guimarães de Almeida e Ana Clara Guimarães de Almeida                                                                                                                                

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 Originalmente nomeado como "Hans Brinker", este livro trata da vida de um garoto holandês e de sua família. São contadas também a história de outros personagens, cujas vidas são tocadas ou influenciadas por Hans e seus familiares.
 Esta história trata dos esforços de um garoto em ajudar seus parentes em meio a pobreza e a necessidade, devido à demência do pai, que havia caído de um dos diques holandeses exatos 10 anos antes do tempo em que se passa esta história.
 Um dos pontos mais interessantes deste livro é sobre a questão da mudança de título, já descrita por nós no começo desta resenha. O título atual e mais conhecido, "Os Patins de Prata", refere-se a dois pares de patins feitos inteiramente de prata (sério? Nem dava para perceber...) que as crianças do livro esperam poder ganhar, desde o inicio da narrativa, em uma competição que acontecerá no final do ano; porque é interessante a mudança de título? Porque com títulos diferentes, obviamente o autor deseja focar em coisas diferentes.
 Quando se começa a ler um livro com o título de "Hans Brinker", inconscientemente, focamos nossa atenção no personagem com o nome anunciado. Já quando nos deparamos com o título "Os Patins de Prata" (ou "The Silver Skates", no original) temos então nossa atenção puxada para o sapato em questão. Focamos nosso olhar em quais circunstancias eles aparecem, como eles serão conquistados por um dos personagens, quem os conquistará, e o que mais devemos considerar: porque eles são tão importantes? Porque a autora considerou que o nome "Os Patins de Prata" é mais importante para a história do que "Hans Brinker", considerando que o dito Hans interfere, direta ou indiretamente, na história inteira?
 Essa pergunta nos impele por todo o livro, sendo as vezes deixada de lado, com a emoção vinda de acontecimentos não relacionados com os patins; as vezes retornando ao centro de nossa atenção, com pequenas frases incluídas no meio do texto, nunca permitindo que esqueçamos os ditos patins de prata.
 Tal pergunta é respondida no fina do livro? Deixo ao cargo do leitor descobrir isso, descobrir o porque de "Os Patins de Prata" serem tão importantes(se eles forem mesmo...).
 Dotado de uma prosa leve, com um singelo toque de literatura antiga devido ao uso aleatório de "tu" e "vós" por parte dos personagens, indico este livro para leitores de todas as idades e tamanhos.
 Um pouco sobre a autora, Mary Mapes Dodge, ela nasceu em 26 de Janeiro de 1831, e faleceu em 21 de Agosto de 1905. Autora de 11 trabalhos, 3 deles em verso e o resto em prosa, é mais conhecida pelo livro "Os Patins de Prata", ou "Hans Brinker".
                                                     Portrait of Mary Mapes Dodge.jpg

 Um último fato a declarar; o livro é um pequeno tesouro em informações geográficas e históricas sobre a Holanda; tais informações são ditas aqui e ali por todo o livro, demonstrando o orgulho, a cultura e o passado dos holandeses, sempre combatendo e usando o mar, ao mesmo tempo.
 Quem deseja uma história simples, porém não deixando de ser um clássico, vai encontrar em "Os Patins de Prata" um bom amigo.
 Boa leitura!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Experimento do Ludião

Por Maria, João, Antônio e Ana.

          
          O ludião é um experimento que serve para demonstrar o princípio de Pascal, que diz que: "um aumento de pressão exercido num determinado ponto de um líquido ideal se transmite integralmente aos demais pontos desse líquido ."
          Para esse experimento, nós usamos:
  1. Garrafa de Coca-Cola de 2L (pode ser qualquer garrafa transparente)
  2. Água
  3. Seringa
  4. Parafusos (ou qualquer outra coisa que aumente o peso da seringa, para que, na água, ela fique apontada para baixo)

          Cortamos a seringa, pois, além de diminuir o peso, ela não passaria inteira pela borda da garrafa.

          Enchemos a garrafa até a borda com a água, colocamos a seringa dentro e fechamos; Em seguida, é só fazer mágica!!!!!

  

          Esse experimento funciona da seguinte forma: Quando apertamos a garrafa, fazemos com que a pressão da água aumente, e, devido ao princípio de Pascal, fique maior que a de dentro da seringa, onde há ar. Devido a essa pressão, a água é empurrada para dentro da seringa, comprimindo o ar e aumentando o peso (que assim fica maior que o empuxo), fazendo com que a seringa desça. Quando soltamos a garrafa, a pressão volta ao normal, e o ar comprimido dentro da seringa empurra a água para fora; Assim o peso volta ao normal, e a seringa sobe.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A Grande Comissão: Mt 28:18-20

Por Maria Raphaelly Almeida


"Então, Jesus aproximou-se deles e disse: "Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.
Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos".

           Nessa passagem, Jesus nos dá uma missão: fazer discípulos de todas as nações. Não é uma missão fácil, pois,além de palavras, devemos usar nossas ações para evangelizar (caso contrário seríamos como os fariseus).
          Mas Jesus também nos dá um presente, uma consolação; apesar das dificuldades, Ele estará sempre conosco! Tanto pelo Espírito Santo ( "E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre." João 14:16), como Sua presença:  "E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração." (Jeremias 29:13) e "Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles". (Mateus 18:20)
           Por isso, devemos fazer o possível para tentar cumprir a missão que Jesus nos deu!





segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A Ressurreição de Jesus: Mt 28:1-10

Por Maria Raphaelly Almeida



           A Bíblia nos informa que, no domingo, Maria Madalena e a outra Maria (em Marcos, Maria, mãe de Tiago) foram ver o sepulcro. E. de repente:

          "E eis que sobreveio um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu do céu e, chegando ao sepulcro, rolou a pedra da entrada e assentou-se sobre ela.
Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve.
Os guardas tremeram de medo e ficaram como mortos.
O anjo disse às mulheres: "Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado.
Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia.
Vão depressa e digam aos discípulos dele: ‘Ele ressuscitou dentre os mortos e está indo adiante de vocês para a Galiléia. Lá vocês o verão’. Notem que eu já os avisei". (v. 2-7)


           O incrível é que as duas mulheres crêem, e imediatamente obedecem ao anjo, indo, "cheias de medo e alegria" (v. 8a) avisar aos discípulos, mesmo sem ver Jesus. E Jesus resolve lhes dar um presente, pois aparece pessoalmente para elas. 
           Hoje, nós acreditamos em Jesus mesmo sem vê-Lo. Mas não podemos ficar apenas nisso, pois até os demônios crêem (Tiago 2:19). Nossa fé deve ser como a das duas Marias; devemos crer, e imediatamente obedecer, mesmo sem ver.



sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Marcas Profundas Parte 1

 Marcas Profundas 
                                                    Parte 1
                                                                       

       "...E Morgoth mandava seus espiões para o mudo, e eles se apesentavam sob formas falsas, e a trapaça estava em sua fala.prometeram recompensas mentirosas,e com palavas astuciosas, procuravam despertar o medo e a inveja entre os povos,acusando seus reis e chefes de ganancia e de traição uns para com os outros. E,em virtude da maldição do Fratricídio de Aqualondê,as pessoa com frequência acreditavam nessas mentiras."  O Silmarillion - J.R.R.Tolkien 

       Maldição do Fratricídio de Aqualondê

       Muitos pensam em maldição como algo cheio de miticismo e superstição. Algo magico e insondável, um sortilégio, algo imposto e insuperável.
       Pensando com Tolkien, nesta historia, vemos a maldição como algo muito mais palpável, não o fruto de uma imposição magica, mas o fruto das escolhas de um povo e seu líder. O Noldor, inflamados pelas palavras de seu líder escolheram matar seus irmãos à parar sua rota de vingança. Escolheram assim também a consequências e marcas inerentes aos seus atos.


       Cada vez que escolhemos a vingança ao invés do perdão, o ódio ao amor, o orgulho ao arrependimento, como fizeram os Noldor, escolhemos as marcas profundas, escolhemos maldição. Não um sortilégio magico, mas consequências reais e palpáveis. E quão palpáveis são as maldições trazidas pelas escolha do pecado. Pecado que traz sempre consigo a morte e deixa por onde passa um rastro de destruição.

Marcas Profundas Parte 2

Marcas Profundas
                                             Parte 2
                                                                        

           "...E Morgoth mandou seus espiões para o mundo, e eles se apresentaram sob formas falsas, a trapaça estava em sua fala. Prometeram recompensas mentirosas, e com palavras astuciosas, procuravam despertar o medo e a inveja entre os povos, acusando seu reis e chefes de ganância e de traição uns para com o outros. E, em virtude da maldição do fratricídio de Alqualondê, as pessoas com frequência acreditavam nessas mentiras."  O Silmarillion J.R.R.Tolkien



          Neste trecho  vemos como o mal se utiliza das marcas deixadas pelo Fratricídio de Aqualondê para aumentar os estragos e expandir seus domínios. A maldição do Fratricídio levava as pessoa a acreditarem nas mentiras, falsidades e trapaças de Morgoth. O assassínio de irmãos por irmãos por causa de barcos. Não vou contar todas as circunstâncias em que isso aconteceu, vale muito a pena ler o livro todo, mas os Noldor assassinaram seus irmãos Teleri para tomar seus bacos e prosseguirem seu caminho para a Terra Media em busca de vingança. Esse ato marca profundamente a vida dos elfos na Terra Media a ponto de torna-los presas fáceis para o domínio do mal, e tais marcas continuaram a fazer estragos por varias gerações e atingiram outros povos da Terra Media.

         Quando magoamos ou machucamos alguém causamos marcas profundas nas pessoas, mas os mais marcados somos nos mesmos. E a consequências e espalham em cadeia tornando-nos presas fáceis para mentiras e falsidades. 
         No caso desta historia, o massacre dos Teleri foi terrível e suas consequências ainda mais terríveis agravadas pelo rancor e pela falta de perdão. Os Noldor em sua impetuosidade abriram caminho e facilitaram a passagem para o mal que intentaram combater. Como apagar tais marcas.
        Não podemos apagar o que já foi feito ou fugir de nosso pecado. Contudo, podemos quebrar a maldição ou evitar que se espalhe com apenas uma palavra; perdão. Não é a toa que Jesus nos ensina o perdão com tanto enfase. Através do perdão refazemos laços e fechamos o caminho aberto para o mal e a tentação ouvimos com amor e não com rancor.
        E para as marcas que são profundas demais para entendermos aquilo que nunca poderíamos apagar sozinhos. Em especial para aquela marca causada por uma desobediência no principio da historia humana; com marcas espalhadas por todos os descendentes de Adão. Para essa marca, Jesus, o novo Adão, apaga com seu próprio sangue, restando a nós aceitar e viver essa salvação. Escolhendo e vivendo em Cristo a cada dia, esse Cristo que é amor e perdão.                                                   

A crucificação de Jesus: Mt 27;33-56

Por João Gabriel Guimarães de Almeida, Ana Clara Guimarães de Almeida  e Antonio Miguel Guimarães de Almeida


   Apos ser julgado pelos fariseus e ter falado com Pilatos, Jesus foi condenado a morte. A seguir os centuriões romanos chicoteiam Jesus e colocam uma coroa de espinhos em sua cabeça. Então Jesus é obrigado a carregar a própria cruz,porem Jesus, que já estava muito debilitado,caiu, e por causa disso, um cireneu chamado Simão, é obrigado a carregar a cruz de Jesus.
   Chegando ao lugar chamado Gólgota (significa Lugar da Caveira) deram à Jesus, vinho misturado com fel, um liquido amargo calmante e analgésico, ou seja, se Jesus tomasse, sentiria menos dor; porém Jesus não tomou, pois ele estava aguentando toda aquela dor por nós; e se fossemos nós, não poderíamos tomar fel.
A seguir o crucificaram, e repartiram as suas vestes. Curiosidade: os pregos de crucificação romanos, tinham as pontas quadradas, para causar mais dor. E Jesus os aguentou por nós.
Por cima de sua cabeça colocaram uma placa escrito:

                                                 "Iēsus Nazarēnus Rēx Iūdaeōrum"                                                          

que significa "Jesus Nazareno Rei dos Judeus". Estava escrito também em grego:

                                      "Ο Ιησούς από τη Ναζαρέτ Ο βασιλιάς των Εβραίων"

e em hebraico:

                                                      "ישו מנצרת מלך היהודים"

em Roma, na Santa Croce in Gerusalemme existe uma placa conhecida como Titulus Crucis, que acredita - se ser a placa colocada na cruz de Jesus:



Colocaram Jesus no meio de dois ladroes, e todos que passavam por Jesus meneavam a cabeça e zombavam de Jesus dizendo:

              "Salva-te a ti mesmo se és Filho de Deus, e desce da cruz!"Vs 40b)

              "Confiou em Deus; pois venha livra-lo agora, se, de fato, lhe quer bem;porque disse: Sou Filho de Deus"(Vs 43)

  Quando leio essa parte fico pensando o que aconteceria se Jesus resolve-se ensina-los e mostra-los o que "era bom pra tosse'; mas Jesus não fez isso, pois estava lá por amor, por nós; estava lá por amor até dos fariseus, que zombavam Dele, e que tramaram para que Jesus fosse morto.
Durante 3 horas, houve trevas sobre toda a terra, pois 3 dias seria o tempo que Jesus ficaria morto. Às 3 da tarde Jesus gritou:

                                                            "Eli, Eli, lamá sabactâni?"

  Que significa "Meu Deus, Meu Deus, por que me desamparaste?" Algumas pessoa acharam que Jesus estava chamando Elias, e por isso um homem pegou uma esponja, colocou-a na ponta de um caniço e a mergulhou em vinagre, e deu para Jesus beber. Jesus então, deu um grito e morreu. 
  Imediatamente, o véu que separava o lugar santo do lugar santíssimo se rasgou de alto à baixo, mostrando que, graças ao sacrifício de Jesus, nós poderíamos chegar livremente à Deus; a terra tremeu, fenderam-se a rochas, e muitos corpos de santos ressuscitaram, e após Jesus ressuscitar, saíram dos túmulos e entraram na cidade santa aparecendo a muitos; o centurião que guardava o corpo de Jesus, vendo o que ocorrera, ficou com muito medo, e disse:


                                              "Verdadeiramente, este era o Filho de Deus."

  Lendo e relembrando este acontecimento, temos a consciência de que Jesus morreu por nós, e sofreu tudo o que sofreu, para que nós tivéssemos a vida eterna; no antigo testamento, quando  o assirio Senaqueribe estava sitiando Jerusalém, Deus mandou somente um anjo, e ele matou em uma noite quase todo o exercito assirio; Jesus diz que tinha doze legiões de anjo a sua disposição (uma legião tem mais ou menos 3000 homens; nesse caso, anjos). Ou seja, Jesus poderia a qualquer momento dizer que aquele povo não dava, e que iria extermina - lo de uma vez; contudo  Jesus não fez isso; seu coração esta sempre tão cheio de amor por nós. Ele aguentou todo aquele sofrimento para que pudéssemos viver com ele, em alegria e paz.



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Jesus é preso: Mt 26:57-75

Por Maria Raphaelly Almeida


           Nessa passagem, Jesus é levado ao Sinédrio, diante de Caifás, o sumo sacerdote, e a Bíblia diz que: 

            "Os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio estavam procurando um depoimento falso contra Jesus, para que pudessem condená-Lo à morte. Mas nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas ." (v. 59-60)

           Os sacerdotes interrogam Jesus, como já haviam feito várias vezes antes, mas Jesus nada diz, a não ser, quando o sumo sacerdote pergunta se Jesus é o Filho de Deus:

             "Tu mesmo o disseste. Mas eu digo a todos vós: Chegará o dia em que vereis o Filho do homem assentado à direita do Todo Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu" (v 64)

           Ou seja, Jesus lhes explica que, se eles não entenderam após tantas explicações (algumas bem óbvias, como a parábola dos lavradores, em Mt 21:33-46), só entenderiam quando Ele voltasse.
          Pedro seguiu Jesus de longe, até o templo, e lá negou Jesus três vezes, quando interrogado por criadas e outras pessoas que lá estavam; Na primeira vez ele "apenas" diz que não o conhece; na segunda, ele jura; e na terceira vez ele até pragueja, e o galo canta. Em seguida, vemos na Bíblia que:

            "Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus tinha dito: 'Antes que o galo cante, você me negará três vezes'. E saindo dali chorou amargamente". (v 75)

           Pedro mentiu pois tinha medo de ser preso também (aliás, na grande maioria das vezes mentimos por medo, seja das consequências de algo que fizemos, de sermos castigados, de passar vergonha, etc).
           Nessa passagem há dois tipos de traição; a dos sacerdotes e a de Pedro. Ambos são avisados por Jesus, mas só Pedro entende. Ambos negam a Jesus, mas apenas Pedro se arrepende, e depois "segue em frente". Devemos ser como Pedro, e nunca perder a capacidade de arrependimento, mesmo que para isso precisemos "chorar amargamente".




            

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Jesus no Getsêmani: Mt 26:36-46

Por Maria Raphaelly Almeida


           Nessa passagem, Jesus estava muito angustiado, após a Última Ceia, então foi, com os discípulos, ao monte das Oliveiras, para orar. Jesus pede que Pedro, Tiago e João fiquem com ele, orando, mas eles dormem, mesmo após Jesus chamá-los por três vezes.
           Noto dois pontos principais nessa passagem:

         1  ) Mesmo estando sofrendo muito (no versículo 38, vemos: "Disse-lhes então: a minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo." ), Jesus faz a vontade do Pai.
            Jesus não estava com medo da dor; Ele sabia que sua provação duraria pouco tempo, se comparada com a eternidade em que viveria com o Pai; mas Jesus sabia que, mesmo com o seu sacrifício, muitos não creriam Nele; Ele sabia que apenas um dos seus discípulos estaria com Ele na crucificação, e sabia que um dos seus o trairia. Por essas razões, Ele estava com uma "tristeza mortal."
            Mas, mesmo nessa situação, Jesus ora, e diz: "Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a Tua vontade" (v. 42). Se Jesus, que é Deus, seguiu a vontade do Pai, quem somos nós para não fazê-lo! (mesmo que ás vezes seja muito difícil!)

           2 ) Jesus diz aos discípulos: "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." (v. 41)
              Devemos, sempre,  orar sem cessar, para não cair em tentação, e "dormir", como os discípulos fizeram.




terça-feira, 18 de agosto de 2015

A Ceia do Senhor: Mt 26:26-30

 Por João Gabriel Guimarães de Almeida


                 Após dizer aos discípulos que um deles o trairia, Jesus toma o pão, o abençoa, reparte e diz: 
                                 
                                             "Tomem,comam,isto é o meu corpo" (Vs 26b)

                 Ou seja,Jesus o pão da vida se entregou a nós.
                  A seguir, Jesus tomou o cálice,e, apos dar graças, deu aos discípulos e disse:
                                               
                                            "Bebam dele todos, pois isto é o meu sangue da nova e eterna Aliança,                                                        que é derramado por muitos para o perdão dos pecados" (Vs 28)

                 Aqui Jesus deixa claro que ele ia morrer e derramar cada gota do seu sangue; e ele faria isso por nós, por toda a humanidade, para que nossos pecados fossem perdoados; Jesus também mostra que aquela era a última e eterna aliança, não seria mais necessário esperar um ano inteiro para pedir perdão a Deus e ser perdoado; não seria mais necessário matar vários animais, e a seguir aspergir o sangue destes últimos no altar e nas pessoas. O sangue do cordeiro de Deus seria derramado por nós.
            Por último Jesus lhes diz que:
                                         
                                      "De agora em diante, não beberei deste fruto de videira,até o dia                                                          em que beberei com vocês o vinho novo no reino do meu pai" (Vs 29b)
                
               Ou seja, Jesus já nos promete que se nós cumprirmos a nova Aliança, iremos festejar com ele na "mesa de Aslam", " in the Welcome Table".



segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A Parábola dos Talentos: Mt 25:14-30

Por Maria Raphaelly G de Almeida


           Nessa parábola, Jesus diz que a Sua vinda será como um senhor, que, ao sair de viagem, deixa com seus servos talentos. Cinco para um, dois para outro e um para o último. A Bíblia diz que:

"O que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os, e ganhou mais cinco.
Também o que tinha dois talentos ganhou mais dois.
Mas o que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e escondeu o dinheiro do seu senhor."
(v, 16-18)

         Quando o senhor volta, diz aos dois primeiros servos:

‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor! ’
(v, 21)
           
        Ao servo que escondeu seu talento, porém, o senhor diz:
   
‘Servo mau e negligente! Você sabia que eu colho onde não plantei e junto onde não semeei?
Então você devia ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros.
" ‘Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez.
Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado.
E lancem fora o servo inútil, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes’ ".(v, 26-30)

           Pois é; essa parábola é um pouco assustadora! 
           Um talento, antigamente, chamado de "kikar" , equivalia a 60 minas, ou seja 3000 siclos, ou seja, cerca de 34 kg. Era uma medida usada para ouro e prata. Ou seja, nem o que possuia apenas um talento tinha pouco!
           Deus dá a cada um de nós talentos. Não podemos ser como o servo que escondeu seu talento, pensando que somos incapazes, reclamando de nossas capacidades, invejando quem possui mais. Temos que aplicar os talentos que nosso Senhor nos deu! E a Bíblia ainda diz:
   
"A um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a sua capacidade. Em seguida partiu de viagem." (v. 15)

         Portanto, vamos usar nossos talentos! 
         (Obs: Minha irmã Ana Clara fez uma pergunta muito interessante: "E se algum servo tivesse usado o talento para comprar algo para ele?" Seria um ato tão ruim quanto o servo que escondeu o seu talento! Temos de usar nossos talentos para fazer a vontade de Deus, e não a nossa: "Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens." - Colossenses 3:23 ).




quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A Hipocrisia dos Fariseus: Mt 23:1-12

Por Maria Raphaelly Almeida


          A hipocrisia era, provavelmente, uma das coisas de que Jesus menos gostava, já que falou tantas vezes contra ela, ao censurar os fariseus. Ele disse:
        
          "Os mestres da lei e os fariseus se assentem na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los." 
(v. 2-4)

        Ou seja, apesar de ensinar a lei de Moisés ás pessoas, eles próprios não a seguiam; e isso é que é "hipocrisia". Mas por quê eles faziam isso? Porque eles não faziam para Deus, e sim para eles mesmos. Eles queriam apenas "se exibir" para os outros:

          "Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens. Eles fazem seus filactérios bem largos e as franjas de suas vestes bem longas; gostam do lugar de honra nos banquetes e dos assentos mais importantes nas sinagogas, de serem saudados nas praças e de serem chamados mestres." (v. 5-7)  



Obs: Filactério, também chamado de "tefilin", é uma pequena caixa de madeira que continha textos bíblicos, e que era presa nos braços e na testa.









          Cair na hipocrisia é muito fácil, e perigoso, pois, se acharmos que estamos fazendo tudo certo, como iremos nos arrepender? Mas o que fazer para não ficar desse jeito? É "só" seguir a recomendação de Jesus:
       
        "O maior dentre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado." (v. 11-12)



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O Maior Mandamento: Mateus 22:34-40

Por Maria Raphaelly Almeida


"E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar.
E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:
Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas."
Mateus 22:34-40

          Após ter ganhado um "debate" contra os saduceus, Jesus ganha outro, contra os fariseus, apesar de estes quererem encrencá-Lo. Mas realmente não havia como os fariseus se saírem bem, pois Jesus agrupa todos os mandamentos em dois:

          "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento."

  • Amar a Deus sobre todas as coisas.
  • Não tomar seu santo nome em vão.
  •  Guardar domingos e festas de guarda
      
            "Amarás o teu próximo como a ti mesmo"
  • Honrar Pai e Mãe
  • Não matar
  • Não pecar contra a castidade
  • Não roubar
  • Não levantar falso testemunho
  • Não desejar a mulher do próximo
  • Não cobiçar as coisas alheias
            Jesus não nos manda amá-Lo cegamente, e sim: com nossos sentimentos ("de todo o teu coração"), com nossa alma ("de toda a sua alma") e com nossa razão ("de todo o seu entendimento"). E, quanto a "amar ao próximo como a ti mesmo", demonstra que não devemos fazer aos outros o que não queremos que seja feito conosco.